Mãe e filha são presas após simularem sequestro para chamar a atenção do ex companheiro em São Luís

Mãe e filha são presas após simularem sequestro para chamar a atenção do ex companheiro em São Luís



Na manhã desta sexta-feira (26), a Superintendência Estadual de Investigações Criminais -SEIC prendeu Ana Tércia Macedo de Abreu, 41 anos, e Ana Letícia de Abreu Ferreira, 19 anos, por simular um sequestro, em São Luís. Ambas são mãe e filha.

Segundo informações policiais, na quarta-feira (24), a Seic recebeu uma denúncia de Ana Tércia de que a sua filha teria sido sequestrada. De imediato, equipes iniciaram as investigações no intuito de localizar o cativeiro, resgatar a vítima e identificar os suspeitos, tendo as diligências se prolongado ininterruptamente até a madrugada da sexta-feira (26), quando foi descoberto pelos policiais que tudo se tratava de uma farsa armada pela suposta vítima e por sua mãe no intuito de atingirem Carlos Ronaldo Sales Ferreira, pai de Ana Letícia e ex-companheiro de Ana Tércia.

A Polícia Civil conseguiu localizar o imóvel do falso cativeiro localizado no bairro de Fátima – onde anteriormente havia sido registrada uma fotografia simulando que a vítima estava amarrada e amordaçada e divulgada nas redes sociais por ela própria.

No local foram apreendidos vários objetos utilizados na simulação do sequestro.

Ainda de acordo com a Seic, na última terça-feira (23), um dia antes da divulgação do falso crime, Carlos Ronaldo foi vítima de uma tentativa de homicídio ao ser alvejado por 3 disparos de arma de fogo realizados por indivíduos que estavam em um veículo celta, cor branca.

As investigações realizadas até o momento apontam que Ana Tércia é a principal suspeita do crime, pois não aceita a separação. Ela teria alugado o veículo e fornecido aos executores. O carro foi devidamente localizado e apreendido.

Após análise técnico-jurídica do Delegado de Polícia, mãe e filha foram autuadas em flagrante pelos crimes de falso testemunho (Art. 342 do CPB) e comunicação falsa de crime (Art. 340 do CPB) e encaminhadas ao Centro de Triagem de Observação Criminológica de São Luís-MA, onde permanecerão à disposição da Justiça.



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