Mulheres encontram dificuldades para realizarem mamografia em Santa Inês

 Em Santa Inês, a 250 km de São Luís, as mulheres estão encontrando dificuldades para realizar o exame de mamografia que não está sendo disponibilizado na rede pública de saúde e por conta disso, muitas mulheres estão recorrendo às clínicas particulares.

Os médicos afirmam que descobrir a doença logo no início torna a cura mais fácil e orientam, principalmente, as mulheres sobre a importância do autoexame para identificar caroços nas mamas, o principal sintoma da doença. Porém, o diagnóstico preciso só é possível por meio da mamografia, indicado principalmente para as mulheres que tem a partir de 40 anos.

Em Santa Inês, o exame está disponível em apenas duas clínicas particulares e quem precisa fazer o exame paga no mínimo 120 reais enquanto quem não tem o valor para arcar com as despesas tem que sair da cidade. Como é o caso da dona de casa Maria Alice Lima, que viajou para outro estado para realizar o procedimento dos exames. “Eu fiz em Teresina e ainda paguei as passagens, tudo. Aí fica mais difícil pra gente”, contou.

A Secretaria de Saúde do Município informou que o procedimento adotado com quem tem os sintomas da doença é encaminhar para São Luís, já que os exames, cirurgias e outros procedimentos que precisam ser adotados são realizados nos hospitais da capital.

As campanhas como o “Outubro Rosa” são movimentos que vem ganhando força porque alertam as pessoas sobre os riscos do câncer de mama, considerado o mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo. Por causa da campanha, as clínicas particulares de Santa Inês reduziram o valor da mamografia durante o mês de outubro.
A empresária Adriana Barros buscou como forma de incentivar as pessoas parcerias para desenvolver a campanha “Diga Não ao Sedentarismo”. Ela fechou convênios com donos de academias, clínicas e estúdios onde são realizadas diversas atividades esportivas.

“A campanha ‘diga não ao sedentarismo’ tem como proposta incentivar as pessoas na prática de atividades físicas porque as vezes a pessoa ainda não se encontrou em alguma modalidade de treino e nós sabemos o papel importante da atividade física na prevenção do câncer de mama e de próstata. Então essa campanha vem fazer com que o outubro rosa e o novembro azul sejam lembrados como prevenção do câncer inserindo a atividade física no estilo de vida como hábito de vida”, explicou Adriana.

Durante todo o mês de outubro, quem aderir ao projeto vai poder frequentar aulas de musculação, crossfit funcional, zumba e pilates em todos os espaços pagando apenas um valor simbólico que será usado na confecção de camisas para a campanha. O educador físico, Luiz Henrique de Aquino, é um dos parceiros do projeto e explica que todo médico faz a recomendação da atividade física.


DO G1/MA

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